Legendary lands

Once upon a time…

Drawn from: Land of Cockaigne, Golden Age Of Piracy adventure, Hero, A good sisterhood. Told in Portuguese.

Era uma vez, nos dias dourados dos mares revoltos, um homem chamado João. Ele era um trabalhador incansável, um camponês que sonhava com terras além das colinas e mares além do horizonte. João vivia numa terra onde as árvores davam frutas doces e o vinho jorrava das fontes. Chamavam-na de Terra de Abundância, mas os antigos diziam que era a Terra de Cocanha.

João tinha duas irmãs, Maria e Clara, que eram conhecidas por sua bondade e união. Elas cuidavam da casa e dos campos enquanto João trabalhava no porto, carregando barris e sonhando com aventuras. As irmãs eram inseparáveis, partilhando risos e segredos, e eram vistas como um exemplo de irmandade na vila.

Certa noite, enquanto o vento soprava histórias de terras distantes, as irmãs ouviram um rumor sobre uma ilha mística que aparecia apenas uma vez a cada cem anos. Diziam que a ilha estava cheia de tesouros e que aqueles que lá chegassem poderiam realizar seus maiores desejos. Maria e Clara, com seus corações cheios de curiosidade e coragem, decidiram contar a João sobre a ilha.

João, ao ouvir a história, sentiu seu coração arder com desejo. Ele sabia que a vida na vila era boa, mas a promessa de aventura e riqueza era irresistível. As irmãs, vendo o brilho nos olhos do irmão, decidiram acompanhá-lo. Afinal, eram um trio inseparável, e nada os separaria.

Assim, numa madrugada enevoada, os três partiram num pequeno barco que João havia conseguido no porto. Navegaram por mares desconhecidos, guiados pelas estrelas e por uma bússola que, segundo a lenda, apontava sempre para os desejos mais profundos do coração.

No terceiro dia, quando o sol se escondeu atrás das nuvens, uma névoa dourada envolveu o barco. As águas se tornaram calmas e, diante deles, surgiu a ilha lendária. A ilha era um lugar de maravilhas, com árvores que cantavam e rios que brilhavam como prata.

Ao desembarcarem, foram recebidos por um fenômeno curioso: as sombras das árvores dançavam ao ritmo do vento, formando figuras que pareciam contar histórias antigas. As irmãs, encantadas, decidiram seguir as sombras, enquanto João procurava o tesouro prometido.

Maria e Clara descobriram que as sombras eram, na verdade, espíritos antigos que guardavam a ilha. Eles falaram das riquezas escondidas, mas também alertaram sobre o perigo do desejo desmedido. As irmãs, sábias e prudentes, entenderam que o verdadeiro tesouro era o amor e a união que compartilhavam.

Enquanto isso, João encontrou um baú de ouro enterrado sob uma árvore. Mas ao tocá-lo, percebeu que o ouro se transformava em areia em suas mãos. Desesperado, ele ouviu a voz de suas irmãs, que o chamavam de volta à razão.

Juntos, eles decidiram que a maior riqueza era estarem juntos, seguros e felizes. A ilha, em reconhecimento à sua sabedoria, presenteou-os com um pequeno amuleto que lhes garantiria boa sorte e prosperidade em suas vidas.

Com os corações leves e a alma repleta de novas histórias, João, Maria e Clara voltaram para sua terra. A vila os recebeu com festa, e eles viveram suas vidas em paz, sempre lembrando da ilha mágica e da lição que aprenderam.

E assim, a história de João e suas irmãs se espalhou, contada ao redor das fogueiras e nas tavernas, uma balada de coragem, amor e a verdadeira essência da riqueza. E a Terra de Cocanha continuou a ser um lugar de sonhos, onde as lendas nunca morrem.

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