Folk tales from around the world

Once upon a time…

Drawn from: anywhere in the world, Picaresque novel type, Guide, feeling of awe and wonder. Told in Portuguese.

Você acorda cedo em uma manhã de outono, o ar fresco entrando pela janela entreaberta do seu quarto. O céu está pintado com tons de laranja e rosa, um espetáculo que já não se via há algum tempo. Ao sair de casa, sentindo o cheiro das folhas secas sob seus pés, você decide caminhar até o parque que fica a algumas quadras de distância.

Enquanto caminha, é impossível não notar como a cidade parece diferente sob essa luz suave. Os prédios altos, que normalmente se impõem com sua presença de concreto e vidro, agora parecem parte de uma pintura impressionista. As pessoas que cruzam seu caminho também parecem estar mais leves, mais sorridentes, como se todos estivessem compartilhando um segredo silencioso sobre a beleza daquele amanhecer.

Ao chegar ao parque, você encontra um banco vazio de frente para o lago. A água reflete o céu, criando uma imagem quase mágica, como se dois mundos estivessem se encontrando ali, na superfície tranquila. Você se senta e respira fundo, sentindo-se parte de algo muito maior do que você mesmo. É um daqueles raros momentos em que o tempo parece parar, e tudo que existe é o agora.

Perto de você, uma criança aponta para o céu, maravilhada com o voo de um bando de pássaros que desenham formas no ar. Você segue seu olhar e, por um instante, vê o mundo através dos olhos dela, cheio de possibilidades e mistérios. É como se você estivesse redescobrindo a capacidade de se encantar com o que é simples e belo.

Você percebe que, na correria do dia a dia, muitas vezes se esquece de olhar ao redor e realmente ver. Hoje, no entanto, algo mudou. Talvez seja o outono, com suas cores e aromas únicos, ou talvez seja apenas você, finalmente permitindo-se sentir e vivenciar o momento presente.

Ao se levantar para voltar para casa, você leva consigo essa sensação de maravilha e gratidão. E promete a si mesmo que, sempre que possível, fará essa caminhada, buscando sempre encontrar o extraordinário no ordinário. É uma promessa de se lembrar de que, mesmo nas rotinas mais comuns, há sempre espaço para o espanto e a admiração.

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